quinta-feira, 7 de julho de 2011
Processo da transfiguração atual: início, parte I. Tipo: situa-se entre moderada e intensa (com direito à movimentos ocilatórios constantes). Conscientização de toda essa mudança: levemente tardia, como acordar com um balde de água fria e permanecer com sono nas duas horas e meia seguinte, se sentindo um ninguém pelo resto do dia na espera de algum minuto realmente acordar e poder viver o dia normal. Estado atual: ainda sonolento, porém consciente com o despertamento que há de se concretizar. Passo seguinte: continuar rumando com a estranha sensação de desrumo, podendo ter ataques de insônia cotidiana a qualquer momento, sem um pingo de esperança da diferença que tanto deseja (com o mesmo tanto que precisa) no ar que se cheira .
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Bem que podia existir uma ferramenta com a capacidade de controlar todas as partículas eufóricas que insistem em perpetuar, dentro de uma pessoa, pulsando loucamente em nome da ansiedade ou mesmo da sensação de uma possível e não-distante liberdade. (Isso tudo sem o auxílio de substâncias calmantes deliciosamente tóxicas).
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Não sai mais da cabeça. Como uma dose bem recebida e potente de puro êxtase criada a partir daquele momento. Daquele! E sempre quando recordado recebe gotas poderosas dessa dose, que é boa, virando saudade no fim das contas. Passa dia, passa semana, passa vida e junto a correria necessária e ocupadeira do ócio perigoso, aquele ideal para matutar vários pensamentos inseguros regados de mais e mais saudades. Mas (como toda história precisa ter um porém), parece que nada é suficiente para ocupar os pequenos intervalos de tempo propícios para sentimentos mundanos dolorosos causados pela falta da presença - maldita saudade já citada, sendo esta subdividida em palavras, risos, abraços, idéias, cores, sons, pele, cheiro, pessoa, (lista extensa, o espaço aqui não daria conta)... Sentimento que vem à tona mesmo sem ter seu tempo próprio de ser sentido, chega por último, quer causar, faz alvoroço, cria barraco, não pega a senha, fura a fila. E ainda sim tem sucesso.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Deixas então esse orgulho de lado menina! Faz mal não demonstrar esse pouco de afeto que tu sentes. Só um cadinho, que é pra deixar um gostinho naqueles que gostam de ti também. O que mais vale é ser sincera consigo mesma, mas, não se deixe enganar jamais, nem muito pro lado de cá, nem tanto pro lado de lá. A mãe já não falou que exagero demais é ruim? Equilibra-te. Importante mesmo é o que sentes, afinal, tu és o que tu sentes. Por favor, não se negue.
terça-feira, 22 de março de 2011
Um daqueles verminhos bonitos, agradáveis e sutis que, calado, invade e contamina lento e gradativamente. O hospedeiro é ciente desde o princípio que possui tal poder de opção para escolher qual tipo de contágio o afetará. O referido verme pode proporcionar relações mutuamente harmônicas, ou também não, como uma interferência corrosiva considerável. Este age de acordo com a decisão do anfitrião. Qualquer que seja a escolha, o verme de algum modo atingirá.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Nada pertence a ela.
Logo ela, não pertence a nada também.
Exceto a si mesma.
Logo ela, não pertence a nada também.
Exceto a si mesma.
Talvez, nem isso.
Ainda não tomou consciência de sua auto-possessão.
E nem quer.
Porque acha tão bom não ter nada e nada a ter.
Isso lhe remete a uma liberdade quase que infinita, possibilitando quase todos os atos que quiser cometer, sobretudo, aqueles intuitivos (por serem assim, originais) sem ser podada, jamais.
Ah, querida e bem-quista liberdade!
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